Doença misteriosa que já atingiu 78 pessoas em Periperi

Há mais de 15 dias, moradores do bairro de Periperi, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, não vêm tendo sossego por conta de uma “doença misteriosa” que dá, entre outros sintomas, dores pelo corpo todo, falta de apetite, manchas pelo corpo e ânsia de vômito. De acordo Eunice Conceição, presidente da Associação de Moradores de Mirantes de Periperi, 78 pessoas já foram afetadas pelo problema na região, cujo principal foco está na Rua Antônio Teixeira. Ainda não há registro de mortes.
Caminhando pela localidade – uma parte dela é considerada uma área de risco, inclusive –, não é difícil encontrar alguém que tenha tido o problema nas duas últimas semanas. A dona Josefa Cristina da Silva Araújo, de 65 anos, 40 deles morando no local, até hoje sente os efeitos da enfermidade que preocupa os viventes justamente por não ter a precisão do que exatamente está acontecendo com eles.
“Eu senti dores nas pernas, de cabeça, no corpo, nas mãos, pés inchados e não tive vontade de comer. Ainda tenho alguns sintomas, mas hoje consigo andar, diferente do que acontecia nas últimas semanas. Praticamente todo mundo da minha família pegou a doença”, afirmou ela, enquanto caminhava com uma das netas: Amanda, de 13 anos. A jovem também pegou a tal enfermidade.
Questionada se havia procurado atendimento médico, dona Josefa negou, pois teria ouvido de outra pessoa, que foi a um posto de saúde, com os mesmos sintomas, de que bastava tomar um remédio a base de paracetamol para que os sinais da doença cessassem. “A uma vizinha disseram que ela estava com zika”, emendou.
Drama maior quem está vivendo é a também moradora, Marli Brandão. Ela praticamente não consegue levantar devido às fortes dores nas pernas. Além disso, ela relatou estar com ânsia de vômito. Ela até tentou fazer o exame para descobrir se estava com alguma das doenças transmitidas pelo mosquito pelo Aedes Aegypti (dengue, zika e chikungunya), mas teve uma triste surpresa.
“O Planserv não cobre o exame no qual eu precisaria desembolsar mais de R$ 800 para fazer. Pago um plano caro e, quando mais preciso, não consigo utilizá-lo. Além disso, a falta de assistência por parte do poder público é um absurdo. A saúde pública, atualmente, está uma calamidade e o serviço que é oferecido à população é péssimo. Eu já há 16 dias sem fazer nada”, desabafou dona Marli Brandão.
LIMPEZA
Na tarde de ontem, agentes da Prefeitura e as lideranças comunitárias fizeram uma varredura pela região para detectar possíveis focos da doença e chegaram a um acordo para que, nesta terça-feira, uma equipe fosse enviada ao local para fazer uma limpeza de terrenos. A reportagem da TB esteve no local e observou que, realmente, em alguns pontos, há muito lixo acumulado, que pode ser foco de enfermidades como a dengue.
Para o líder comunitário, Márcio Souza, a situação já passou do limite. “Nunca tínhamos visto uma coisa dessas aqui. Antes, bastavam aparecer dois casos de dengue, para que medidas fossem tomadas”, disse. Já de acordo com presidente da Associação de Moradores de Mirantes de Periperi, Eunice Conceição, foi preciso apelar à imprensa para que medidas fossem adotadas.
Segundo ela, quando os órgãos públicos foram procurados, nada foi resolvido. Segundo ela, uma equipe da Prefeitura vai até o local no próximo sábado para realizar exames nas pessoas infectadas pela doença. No geral, a suspeita deles é de que a enfermidade esteja sendo transmitida justamente por um mosquito.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que após ser acionada pela Associação de Moradores, o órgão encaminhou equipes de assistência e vigilância à Mirantes de Periperi para investigar as causas do possível surto de dengue, zika ou chikungunya na localidade. De acordo com a secretaria, agentes de combate às endemias já realizam o bloqueio vetorial contra o Aedes com aplicação de inseticida, uma vez que os sintomas apresentados pelos pacientes são indicativos para arboviroses.
A SMS enfatizou ainda que, a priori, as ocorrências da Rua Antônio Teixeira não estão associadas aos óbitos registrados no início de fevereiro na comunidade Muribeca, em Periperi, no Subúrbio Ferroviário. Por lá, a “doença misteriosa” registrou os primeiros casos no início de fevereiro. De acordo com o portal G1 Bahia, no último dia 21 de fevereiro, além dos óbitos, cinco pessoas chegaram a ser internadas com sintomas semelhantes aos relatados pelos moradores da rua no bairro de Paripe.
Também procurada pela TB, a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) não respondeu a solicitação feita pela reportagem até o fechamento desta edição.
Há mais de 15 dias, moradores do bairro de Periperi, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, não vêm tendo sossego por conta de uma “doença misteriosa” que dá, entre outros sintomas, dores pelo corpo todo, falta de apetite, manchas pelo corpo e ânsia de vômito. De acordo Eunice Conceição, presidente da Associação de Moradores de Mirantes de Periperi, 78 pessoas já foram afetadas pelo problema na região, cujo principal foco está na Rua Antônio Teixeira. Ainda não há registro de mortes.
Caminhando pela localidade – uma parte dela é considerada uma área de risco, inclusive –, não é difícil encontrar alguém que tenha tido o problema nas duas últimas semanas. A dona Josefa Cristina da Silva Araújo, de 65 anos, 40 deles morando no local, até hoje sente os efeitos da enfermidade que preocupa os viventes justamente por não ter a precisão do que exatamente está acontecendo com eles.
“Eu senti dores nas pernas, de cabeça, no corpo, nas mãos, pés inchados e não tive vontade de comer. Ainda tenho alguns sintomas, mas hoje consigo andar, diferente do que acontecia nas últimas semanas. Praticamente todo mundo da minha família pegou a doença”, afirmou ela, enquanto caminhava com uma das netas: Amanda, de 13 anos. A jovem também pegou a tal enfermidade.
Questionada se havia procurado atendimento médico, dona Josefa negou, pois teria ouvido de outra pessoa, que foi a um posto de saúde, com os mesmos sintomas, de que bastava tomar um remédio a base de paracetamol para que os sinais da doença cessassem. “A uma vizinha disseram que ela estava com zika”, emendou.
Drama maior quem está vivendo é a também moradora, Marli Brandão. Ela praticamente não consegue levantar devido às fortes dores nas pernas. Além disso, ela relatou estar com ânsia de vômito. Ela até tentou fazer o exame para descobrir se estava com alguma das doenças transmitidas pelo mosquito pelo Aedes Aegypti (dengue, zika e chikungunya), mas teve uma triste surpresa.
“O Planserv não cobre o exame no qual eu precisaria desembolsar mais de R$ 800 para fazer. Pago um plano caro e, quando mais preciso, não consigo utilizá-lo. Além disso, a falta de assistência por parte do poder público é um absurdo. A saúde pública, atualmente, está uma calamidade e o serviço que é oferecido à população é péssimo. Eu já há 16 dias sem fazer nada”, desabafou dona Marli Brandão.
LIMPEZA
Na tarde de ontem, agentes da Prefeitura e as lideranças comunitárias fizeram uma varredura pela região para detectar possíveis focos da doença e chegaram a um acordo para que, nesta terça-feira, uma equipe fosse enviada ao local para fazer uma limpeza de terrenos. A reportagem da TB esteve no local e observou que, realmente, em alguns pontos, há muito lixo acumulado, que pode ser foco de enfermidades como a dengue.
Para o líder comunitário, Márcio Souza, a situação já passou do limite. “Nunca tínhamos visto uma coisa dessas aqui. Antes, bastavam aparecer dois casos de dengue, para que medidas fossem tomadas”, disse. Já de acordo com presidente da Associação de Moradores de Mirantes de Periperi, Eunice Conceição, foi preciso apelar à imprensa para que medidas fossem adotadas.
Segundo ela, quando os órgãos públicos foram procurados, nada foi resolvido. Segundo ela, uma equipe da Prefeitura vai até o local no próximo sábado para realizar exames nas pessoas infectadas pela doença. No geral, a suspeita deles é de que a enfermidade esteja sendo transmitida justamente por um mosquito.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que após ser acionada pela Associação de Moradores, o órgão encaminhou equipes de assistência e vigilância à Mirantes de Periperi para investigar as causas do possível surto de dengue, zika ou chikungunya na localidade. De acordo com a secretaria, agentes de combate às endemias já realizam o bloqueio vetorial contra o Aedes com aplicação de inseticida, uma vez que os sintomas apresentados pelos pacientes são indicativos para arboviroses.
A SMS enfatizou ainda que, a priori, as ocorrências da Rua Antônio Teixeira não estão associadas aos óbitos registrados no início de fevereiro na comunidade Muribeca, em Periperi, no Subúrbio Ferroviário. Por lá, a “doença misteriosa” registrou os primeiros casos no início de fevereiro. De acordo com o portal G1 Bahia, no último dia 21 de fevereiro, além dos óbitos, cinco pessoas chegaram a ser internadas com sintomas semelhantes aos relatados pelos moradores da rua no bairro de Paripe.
Também procurada pela TB, a Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) não respondeu a solicitação feita pela reportagem até o fechamento desta edição.
Autor postado em 03/03/2020
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