Num novo mundo, o Bahia do Século XXI

Era o que nós, imprensa, e a torcida do Bahia queríamos saber. A visita do presidente do Esporte Clube Bahia à Tribuna da Bahia, ontem à tarde, num encontro aberto, democrático e realista, revelou o lado profissional da gestão e visão futurista de Marcelo Guimarães Filho.
O Bahia está sendo reestruturado em todos os seus segmentos, social, patrimonial e do futebol, para deixar de ser apenas um time, que guarda suas camisas na gaveta no final de cada temporada, para se transformar num dos gigantes do futebol brasileiro, disputando títulos, revelando valores, fazendo do futebol o que ele é na sua essência: um grande espetáculo.
Marcelo Guimarães Filho chegou acompanhado do seu assessor pessoal, Sérgio Cabrocha, e do Assessor de Imprensa, Jayme Brandão, para um encontro descontraído, um almoço de confraternização de final de ano, com o Diretor-Presidente, Antônio Walter Pinheiro, o Diretor de Relações Institucionais Marcelo Sacramento, o Diretor de Redação, Paulo Roberto Sampaio, e a Equipe de Esportes do jornal.
O presidente do Bahia tratou de descontrair ainda mais o ambiente, revelando que obrigatoriamente lê a Tribuna da Bahia, “um jornal que eu gosto, leio todos os dias, porque traz tudo aquilo que preciso saber no início de cada dia”.
Jovem, simpático, alegre, o presidente se propôs a discutir, debater e revelar todos os ângulos da administração de um clube de massa como o Bahia. Que não ganha e nem retira nenhum dinheiro como dirigente, que vai fechar o ano no vermelho, “embora isso não me preocupe em nenhum momento”, que vai abrir as eleições presidenciais para os sócios tricolores, que a “máquina Bahia”, entre todos os seus departamentos, este ano chegou a R$ 50 milhões, que projeta um investimento inicial de R$ 60 milhões, mas que pode chegar a R$ 80 milhões em 2012, que vai lutar pelo título da Copa do Brasil e da Copa Sul-Americana, que espera receber até o início de 2012 R$ 14 milhões, transformados em Transcons da Prefeitura Municipal de Salvador pela venda da Sede de Praia da Boca do Rio, que a média salarial do time profissional será de R$ 50 mil por mês, e muitos outros e diversos itens relacionados ao seu clube, durante 150 minutos de conversa com a Tribuna da Bahia, e que vocês acompanham nesta edição de hoje, nas páginas da Editoria de Esportes.
A nova cara chique do tricolor
“Essa coisa da Nike. Não tem uma declaração minha de que a Nike vem pro Bahia no ano que vem. Realmente é a primeira vez que estou dizendo isso. A Nike vem. Nós estamos acertados. Não tem preço você chegar numa loja da Nike fora da Bahia, fora do Brasil e encontrar uma camisa do Bahia”. Com estas declarações, o presidente do Bahia, Marcelo Guimarães Filho, confirmou que o tricolor vai vestir o padrão de uma das principais empresas do ramo no mundo.
Apesar da confirmação do contrato com a Nike, Marcelo Guimarães Filho externou uma preocupação para a próxima temporada. “A informação que a gente tinha com a própria Nike é que na primeira quinzena de janeiro chegaria o material. Aí surgiu a notícia de que ela não vai nos fornecer o material nessa primeira quinzena de janeiro”, disse, explicando que a empresa concede férias coletivas aos funcionários no final do ano, o que inviabiliza a entrega.
“Nós já estamos conversando e buscando outras opções”, revelou o presidente, para em seguida completar que caso o torcedor tenha que esperar um pouco mais para ver o tricolor vestir Nike, é provável que no início do mês de janeiro, o Bahia continue jogando com a própria Lotto.
O potencial do time baiano, que apenas em 2011 vendeu 60 mil camisas, foi um dos fatores que ajudaram a concretizar o sonho. Mas com a chegada de uma marca tão forte, é provável que o valor da camisa seja maior que o atual. “Talvez tenha um valor que não possa ser menor, mas vamos contar com uma linha pro nosso torcedor. Uma nova cara. Não vamos ter só camisa de jogo. Tem simples, passeio, polo. É um contrato melhor. É outro patamar. É outro nível”, empolgou-se.
"O sócio vai votar para presidente"
Sem dúvida um dos anseios da nação tricolor é escolher o presidente do clube. Durante visita a Tribuna da Bahia, Marcelo Guimarães Filho voltou a reafirmar seu compromisso com a eleição direta e definiu um prazo para votação da reforma do estatuto, estabelecendo o tão sonhado voto dos sócios. “Nós vamos resolver isso agora no primeiro semestre e levar para votação e acabou”, disse.
Provocado se a força do torcedor, a receita que ele pode proporcionar ao clube em caso de um projeto de associação em massa, Marcelinho projetou suas expectativas e espera tirar do papel. “A gente não quer abrir mão do sócio. Eu acredito firmemente que essa pode ser uma receita fundamental pro clube. Mas vale ressaltar que não é o torcedor que vai votar pra presidente, mas sim o sócio”.
O presidente voltou a criticar os métodos utilizados pela oposição. “Sentei muitas vezes com as pessoas que divergem do nosso pensamento. Levamos a reforma do estatuto pro Conselho e eles concordaram, mas na hora de votar mudaram de opinião e entraram na Justiça. É um assunto que não vai chegar ao consenso, então vou levar pra votação e acabou”, afirmou, alfinetando a oposição. “Quem precisa se renovar é a oposição, porque são as mesmas pessoas que fazem oposição há 30 anos, porque estou cansado de ganhar deles”.
Marcelo garantiu que existe transparência no Bahia. “Não é verdadeira a informação que nós não divulgamos a lista dos conselheiros. Os nomes estão disponíveis no site do clube, sendo que o estatuto não nos obriga a fazer isso, mas fazemos por acreditar que é preciso de transparência, algo que a oposição gosta tanto. O que acontece é que o estatuto determina que o conselheiro que não participar de algumas reuniões, de forma consecutiva, e que não pagar durante seis meses é automaticamente excluído”, sinalizou.
MUDANÇA - O fato dos jogadores externarem a vontade de ficar no Bahia, coisa que não se via no passado, também foi comentado. "Duas coisas foram fundamentais. O investimento que fizemos em infraestrutura e a saúde econômica do clube, que vem honrando seus compromissos, que não era costumeiro", disse o presidente.
Autor: ,postado em 16/12/2011
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